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1850 d.V
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Caput I, o pandemônio dos espíritos

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Caput I, o pandemônio dos espíritos

Mensagem por Capricorn em Seg Jun 13, 2016 2:16 pm

Naquela mesma época os Originais se exilaram do contato com os humanos seguindo em busca de suas relíquias que haviam se separado em todo o mundo. A Aarde — o aclamado planeta Terra — se dividiu em um grande terremoto causado pela explosão das relíquias contra o corpo de Vaato, assim, surgindo os três grandes países cada qual com suas diferentes características. Os humanos então começaram a criar as primeiras civilizações que por fim tornaram-se Clãs. Os Clãs eram e são governados pelos mais fortes humanos que já pisaram em Aarde. O conhecimento derivado da sabedoria dos de Yahweh fez com que as pessoas possuíssem a capacidade de aprender diversas coisas desde o cultivo até mesmo às artes mágicas. A influência de Vaato sobre os humanos foi visualmente percebida, pois a maldade reinava nos corações de muitos, principalmente em alguns líderes de Clãs.

Os espíritos habitantes de todo o mundo tornaram-se malignos, muitos deles passaram a possuir um desejo incontrolável por devorar seres humanos e suas almas. Aqueles que não sucumbiram as poderes de Vaato fugiram para locais isolados temendo a morte. Os manipuladores elementais passaram a defender os espíritos benignos e lutar contra os espíritos malignos para que os mesmo não invadissem os Clãs, as almas possuíam os corpos de seus mestres e assumiam sua forma total de mimetismo.

As guerras humanas começaram a ocorrer muito antes do previsto por Ophiuchus, as tribos lutavam umas com as outras, Bush sempre foi rival de Silves até Cordélia tomar posse do Clã. Durante anos as guerras por terreno eram constantes até que um dia o tratado de paz foi assinado e os Clãs entraram em paz. A paz reinou por um longo tempo.

***

Os flocos de neve caiam lentamente do céu como sussurros, o vento gelado carregava cada floco em direção ao Norte. Era uma noite sombria, nas sombras o vulto vermelho se destacava, tal vulto produzia pegadas firmes contra a camada de neve pré formada. Logo atrás um lobo, ele ficou lado a lado com a criatura de capuz vermelho, o lupino possuía grandes olhos amarelos e penetrantes. O vulto saltou e montou sobre o lobo, seu capuz vermelho caiu para trás revelando sua face, era uma menina, ela possuía traços finos como uma boneca de porcelana, lábios carnudos e vermelhos, sua pele tão branca quanto a neve e seus olhos eram azuis. O animal corria com sua amazona montada sobre ele como um corcel indomável.

Logo atrás dezenas de seres feitos de sombra brotavam dentre as arvores secas, criaturas com formas de pássaros, como corvos, seus olhos vermelhos brilhavam na escuridão. O bando maligno rodopiava no ar criando ondas negras de nevoa. O lobo corria fazendo a capa vermelha da moça balançar no ar, o frio deixava as bochechas da menina na coloração roxa, ela tremia de frio, mas se segurava firme contra os pelos grossos do grande lobo cinzento.

A revoada de pássaros cortou o ar gelado em formação de um símbolo do infinito e pássaro por pássaro foi colidindo uns com os outros gerando uma grande massa negra no ar diante do lobo, que saltou por cima da criatura e depois virou de frente para ela rosnando. A massa negra tomou a forma humanoide de uma mulher, seus cabelos eram negros, seus olhos pareciam capazes de hipnotizar as pessoas, seu corpo estava coberto por uma nevoa negra, como penas de corvos, ela inclinou a cabeça para o lado e depois para o outro e abriu um sorriso. A neve parecia tornar-se lenta em sua queda.

O lobo rosnava para a mulher de preto, a menina alisava seu pelo com calma, ela desmontou do animal e ficou ao seu lado. A menina tirou do bolso uma perola branca que ao toque brilhava em azul e da mesma emanou uma onda em direção a garota, o lobo por sua vez tornou-se uma nevoa e rodou ao redor da moça, seus olhos azuis tornaram-se amarelos como a noite, sua pele de tom claro assumiu uma boa camada de pelos cinzentos, ela uivou e correu na direção da mulher.

A dama de preto movimentou os braços e largas asas negras se abriram revelando sua verdadeira forma. Um anjo negro. Ela portava um arco vazio. Ela olhou para a menina loba e movimentou o arco em sua direção.

Pare. — Disse a menina. — Como ousa usar uma das relíquias contra mim?

A mulher de preto gesticulou a cabeça de um lado ao outro, seus olhos estavam vermelhos como os dos corvos, sua face estava coberta de penas negras. Ela continuou com o arco apontado para a menina, então puxou o fio invisível e o fogo brilhou no meio da noite.

Devolva-me a perola Raava ou terei que partir sua alma ao meio. Julga-me por possuir o corpo de um mundano e você a “pureza” faz a mesma coisa. — A mulher debocha da menina, exibindo em grandiosidade seus dentes amarelos numa risada nada comum. — Você não quer que eu machuque sua amada mundana não é mesmo?

Raava trinca os dentes e começa a rosnar como um lobo feroz. Suas garras prateadas saltam dos dedos e ela parte para um golpe contra o peito da anja infernal. A flecha voou em direção ao peito de Raava e transpassou seu corpo como se fosse feito de papel. No local que se encontrava seu coração um buraco carbonizado se formou, os olhos da menina voltaram a ficar azuis e sua pele ficou verde, depois cinza e por fim trincou como se fosse feita de barro. O corpo mundano feito de pó voltou ao pó. Sobre o solo nevado a perola brilhava em tons azuis. A dama de preto voltou a sua forma normal, guardou o arco em suas costas e ajoelhou-se na neve pegando a perola em sua palma. Ela ficou de pé e analisou o pequeno item entre os dedos e sorriu.
A neve caia forte, o vento fazia com que o nevoeiro branco se espalhasse com força, no meio de todo o branco a explosão negra se espalhou junto com a neve indo em direção ao Norte.

A planície estava vazia, nenhum animal, espírito ou alma andava no local. O sol estava se pondo, o ar estava seco. Os sons de bater de asas e o choque entre as mesmas ecoaram por toda a savana. Uma mulher de preto caminhou arrastando seu vestido feito de penas negras, em suas costas ela portava um arco brilhoso e em sua outra mão uma perola. Ela ergueu a palma da mão diante da face e sussurrou algo ao item nesse momento o corpo da pequena perola mudou de cor assumindo a coloração verde lodo.

Depois das palavras o item dobrou de tamanho e tomou a forma de um pomo, semelhante a uma maçã verde. A mulher passou a língua sobre o fruto e seu corpo todo estremeceu com o contato. O sorriso se alargou em sua face, ela então esmagou o fruto com força e o mesmo começou a se tornar liquido como uma gosma e caiu sobre o chão formando uma enorme poça de água verde. A água então começou a borbulhar e uma nevoa verde começou a subir e se espalhar, tal nevoa se alastrava com velocidade tomando todo o globo como se fosse uma tempestade de areia. O efeito do nevoeiro foi imediato.

Os humanos ao respirarem a toxina puderam notar que não podiam mais se juntar as suas almas por completo, eles apenas conseguiam fazer com que suas almas lhe dessem aspectos simples sobre eles, algumas almas fracas nem mesmo isso conseguiam fazer e assim os seres viravam desalmados criaturas vagantes e sem destino. O fato dos guardiões não conseguirem fazer seu papel por completo não foi nem de longe a coisa mais complicada, com a nevoa vieram às doenças, doenças que não afetavam apenas o mundano como também as suas almas. Doenças nunca vistas antes pela sociedade como tuberculose, meningite, varíola e Narvik-B* e Narvik-A*. O mundo já não era o mesmo.

*Narvik-B, ou escamagris anima, ou simplesmente a "disfunção do morto-vivo". Uma doença que se aproxima muito da sua antecessora, obviamente uma classificação que não necessariamente a expõe como mais intensa, mas que não diminui a preocupação intensa que devemos possuir. Seus efeitos inicias não são bem característicos de um patologia incomum, remetendo então vagamente a um simples resfriado que se intensifica pela febre constante, cansaço físico e por fim, resultando na transformação das almas dos humanos em uma espécie de zumbi que buscam atacar seu próprio mestre até a sua morte.
*Narvik-A, a segunda peste bubônica, podemos dizer. Seus efeitos se aproximam no modo com que se encontram os resultados, assim como na forma com que é capaz de se alastrar facilmente. Diferentemente de outras patologias, esta dá seu seguimento imediato, ou seja, ao ser infectado por esta o humano e a alma criarão bolhas amarelas por todo seu corpo e as mesma possuirão um odor horrível, eles perdem força física e raramente conseguem se fundir ao seu guardião. Ambas não possuem cura.
CAPUT I: Os Espíritos
Capricorn
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